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NOTA INTRODUTÓRIA

A actual conjuntura está marcada por vários cenários políticos que se nos afiguram preocupantes. Delineados pelo ME para tornar o processo de mudança rápido e eficaz tornam-se cada dia que passa, uma afronta aos docentes, que já começam a abandonar a carreira, fartos de ser “maltratados”.
A orientação economicista que desde o início foi nota evidente está a tornar-se num problema e não na solução. O futuro está posto em causa pela visão errada do ME no processo negocial com as associações representativas dos professores.
A estratégia que o ME tem seguido nos últimos dois anos, não nos permite apresentar um plano de actividades assente em compromissos tal é a dinâmica política na elaboração de leis, que nos obriga uma constante vigilância sobre as matérias. Se algumas já se encontram identificadas caso da carreira docente, a avaliação de desempenho e até o par pedagógico em EVT, outras há que se aguardam com alguma apreensão. Estamo-nos a referir aquelas que directamente possam vir afectar os professores de EVT, EV, e ET.
”Política educativa e modalidades de organização curricular do ensino básico: a questão do 2º ciclo” - “À Área de Expressão Plástica da EVT nos modelos curriculares do 2º CEB” - “Avaliação do desempenho dos Professores”. São questões de grande importância para nós.
A APEVT apoiará as mudanças que tragam estabilidade e contribuam para o sucesso do sistema educativo, que em nosso entender só poderão ser conseguidas se os professores forem considerados pelo ME essenciais à mudança, se afirmarem inequivocamente a defesa do par pedagógico em EVT. De outra forma, estamos responsavelmente contra todas as políticas que tenham como objectivos reformas do sistema educativo viradas para gerir taxas de sucesso e de conflitualidade dos docentes, destabilizando sistema educativo ou mesmo em políticas educativas assentes apenas e só numa perspectiva economicista.
O Plano de Actividades para os próximos dois anos, no biénio 2011/2013 está orientado para as questões importantes e fundamentais que a APEVT tem vindo a tomar nos últimos anos, em especial no decurso do ano lectivo 2010/2011 e defendidas ao longo de três meses que se marcaram pela LUTA acesas na defesa do par pedagógico em EVT que culminou na cessação de vigência do Decreto-Lei nº. 18/2011 que estipulava a passagem do modelo de leccionação da disciplina de EVT de par pedagógico para apenas um professor.
Empenhar-nos-emos pois em torno destas grandes questões (o currículo da EVT) que se nos afiguram de complexa e morosa resolução e consolidação.
Estamos preparados para dar o nosso contributo nas questões relacionadas com as políticas do ensino básico e as medidas que vierem a ser equacionadas para a reestruturação curricular do 2º ciclo. Desta intenção já fizemos constar ao ME/DGDIC aquando da elaboração das propostas que integram a carta de intenções com vista à celebração do protocolo.
Quanto às questões de âmbito de política geral do ensino, pensamos que a eficácia das aprendizagens só será efectivamente sentida quando os programas integrarem conteúdos curriculares para a vida, ou seja que o aluno sinta o enquadramento da escola com as suas necessidades efectivas em cada ciclo da vida, com especial ênfase no 1º/2º/3º CEB, esta lacuna reconhecida por muitos especialistas não pode ser atribuída à responsabilidade dos professores, terá que ser assumida pelo ME para que a próxima reestruturação curricular seja orientada para responder a este problema social que em nosso entender é em grande medida causador do abandono escolar e da elevada taxa de insucesso.
Estas questões são para APEVT motivo de empenho e exigência para que o ME partilhe a análise e a consequente tomada de decisões na base do diálogo.
O presente plano de actividades perspectiva eventos que serão realizados ao longo dos dois anos podendo ser oportuna uma eventual reorganização face aos planos do ME na implementação de medidas direccionadas às nossas disciplinas.
A APEVT, como sempre, tomará posições que julgar adequadas em tempo útil e dará sempre contributos adequados a cada caso, na defesa dos princípios orientadores da acção da APEVT na construção de mecanismos conducentes à melhoria do ensino. No SIAP, órgão onde analisamos, reflectimos e intervimos na defesa dos interesses científico pedagógico e sócio profissionais dos docentes, tendo em vista a melhoria das condições para o sucesso das aprendizagens e da dignificação dos docentes, tudo faremos para conseguir que as posições assumidas por este órgão sejam objecto de consideração e vontade política por parte do ME na sua orientação para a cooperação institucional Reforçar a sua capacidade interventiva junto dos professores e instituições e do poder politico responsáveis pela orientação do ME cuja acção deve ter em conta as posições assumidas pelas associações, organizações que pela sua função, maior consistência podem dar às medidas que julgamos poderem ser ajustadas aos problemas actuais do sistema educativo.

 

 

 


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As imagens utilizadas no site da APEVT foram gentilmente cedidas pela Fábrica de Lápis VIARCO, sendo algumas delas do fotografo Rui Ferreira.